terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Caminhos do amor de Nora Roberts

     Opinião: Confesso que me atrasei com os livros da Nora Roberts. Com tantos livros a sair, e o tempo a não esticar este Caminhos do amor acabou por ir ficando na prateleira. Mas a sua hora chegou, agora que vão editar o novo da trilogia.
     Continuo a gostar bastante de sagas familiares e de livros onde se faz a coexistência entre a vida comum e as capacidades paranormais. As bruxas de Nora são sempre umas personagens bastante interessantes, ou eu não continuasse a ser fã da Ilha das três irmãs, para mim a melhor trilogia dela que li até hoje.
     Neste livro temos a jovem Iona que abandona a sua vida para ir viver na Irlanda, terra natal dos seus antepassados. Aí tem vai-se juntar, e viver, com os seus primos Branna e Connor, descendentes dos Bruxos das Trevas de Mayo, que lutam contra uma força maléfica, que tenta destruir a família há anos.
Claro que a luta entre o bem e o mal é um principio ancestral da literatura, mas à qual, esta autora dá uma dimensão que nos leva a considerar que se trata de uma novidade, e de um magnifico enredo literário.
    Paralelamente Iona conhece Boyle, um dos donos do picadeiro local, onde arranja emprego. Boyle é a encanação de todas as qualidades que ela valoriza num homem, e ao mesmo tempo um dos melhores amigos do seu primo Connor.
     E a história está montada. Como de costume centra-se numa personagem, dando-nos indicações sobre as que serão protagonistas nos livros seguintes. Por outro lado, é-nos dada toda a virtualidade e o encanto do imaginário e da mitologia irlandesa. De facto, ficamos encantados com o que aquelas paisagens nos transmitem, e no que nos é possível antever da cultura ancestral que está subjacente aos factos descritos.
    E assim sendo, mais uma vez, Nora Roberts acaba por nos enredar num mundo sobrenatural, em que, no entanto, nada nos parece estranho ou inimaginável. A conivência entre uma realidade plausível e os fenómenos de magia, desenvolvidos pelas personagens principais está de tal forma bem construído, e justificado, desde o início do livro, que nada acaba por ser inverosímil e tudo se adequa para que os finais das diferentes histórias se desenvolvam.
    Assim resta-nos aguardar pelo desenrolar da narrativa de Connor no segundo volume cuja publicação já está disponível nas livrarias.

     Sinopse: Iona Sheehan sempre ansiou por devoção e aceitação dos pais, mas foi só na terra da avó que recebeu os dois: Irlanda, país de florestas exuberantes, lagos deslumbrantes e lendas centenárias, onde o sangue e a magia dos antepassados fluem há gerações.
     Iona chega à Irlanda apenas com as indicações da avó, uma atitude otimista perante a vida e um talento inato com cavalos. Perto do castelo luxuoso onde está hospedada, encontra os seus primos, Branna e Connor O’Dwyer. E como família é família, eles convidam-na para a sua casa e para as suas vidas.
    Quando Iona arranja emprego nos estábulos locais e conhece o dono, Boyle McGrath, todas as suas fantasias se reúnem num só homem. Será que com ele vai conseguir viver a vida com que sempre sonhou? Infelizmente nada é o que parece. Um mal antigo espalhou-se na sua família e tem de ser combatido. E quando família e amigos lutam entre si, será possível encontrar os caminhos do amor?



domingo, 14 de janeiro de 2018

Mais Negro de E.L. James

     Opinião: Começo por afirmar que li todos os livros da E.L. James. Começo também por confessar que achei as Cinquenta Sombras de Grey e os volumes seguintes pobre e com deficiências de escrita. Depois li Grey e achei o livro mais bem escrito e muito mais interessante.
    Assim como este. Mais negro é mais atraente do que o livro escrito tendo Anastasia como narradora. Nada na história é surpresa para quem leu o outro livro, mas acaba por ser uma outra obra e uma outra história. Os mesmos acontecimentos, mas vistos pelo homem, por Grey.
  Na verdade, torna-se muito aliciante verificar a mudança de Christian acompanhando a sua evolução, e eu tentar-me-ia a dizer a sua humanização, pelos seus próprios olhos e pensamentos. O que se torna surpreendente nestas versões é verificar que a jovem Miss Steele consegue mudar, com a sua genuinidade, a maneira de estar e de ser do seu jovem amante.
   Mas o livro mostra-nos também a redenção do amor. Por ela, Grey tenta conter as suas tendências e, no final, acabam por encontrar um meio termo que seja satisfatório para os dois.
    Para além das cenas de sexo, o livro prova que este homem foi condicionado por uma vida difícil, achando que não tinha direito a mais do que aquilo que ele conhecia. O facto de se surpreender porque é amado, não só por Ana, mas por toda a sua família, o facto de descobrir que pode ter amigos, acaba por o tornar num ser mais compassivo e mais condescendente consigo mesmo e com os outros. E até o leitor é capaz de o olhar de outra forma.
   Este Mais Negro leva Christian para a luz. Trá-lo para a vida e isso torna o livro mais do que um livro erótico. Claro que as cenas de sensualidade estão presentes, mas considero que a evolução da personagem enquanto homem é muito mais interessante do que qualquer outro aspeto.
  Por outro lado, também Anastasia deixa de ser aquela jovem demasiado ingénua para a sua idade e transforma-se numa mulher que se assume com opinião, vontade e saber. Ela acaba por levá-lo para a luz, torná-lo mais sensível, sem abdicar da sua vida e das suas escolhas. 
  Quanto aos mails, diálogos existe um respeito pleno em relação ao livro correspondente o que também mostra um rigor que é de elogiar.
   Assim sendo, quero, sem dúvida, ler o próximo e último volume em que Grey seja o narrador. A quem leu a primeira trilogia acho esta melhor. A quem não leu, leia Grey e Mais Negro. Vale muito mais a pena. 

   Sinopse: Volte a viver a paixão de As Cinquenta Sombras Mais Negras pelos olhos e Christian Grey, contada pelas suas próprias palavras e através dos seus atormentados pensamentos, reflexões e sonhos.E L James revisita o universo de As Cinquenta Sombras, regressando à história de amor que apaixonou milhões de leitores em todo o mundo, numa perspetiva ainda mais negra e mais profunda.Apesar de a sua relação escaldante e sensual ter terminado em desgosto e recriminações, Christian Grey não consegue libertar-se de Anastasia Steele, ainda a sente na pele e em cada pensamento. Determinado a reconquistá-la, tenta reprimir os seus desejos mais negros e a sua necessidade de controlo absoluto, para finalmente poder amar Ana nos termos que ela própria ditar.Porém os horrores da sua infância ainda o perseguem, e Jack Hyde, o maquiavélico chefe de Ana, também a quer conquistar. Será que Dr. Flynn, o terapeuta e confidente de Christian, vai conseguir ajudá-lo a enfrentar os seus demónios? Ou será que a sempre possessiva Elena, a mulher que pela primeira vez o seduziu, ou a desvairada devoção de Leila, a sua antiga submissa, vão arrastar Christian de novo para o seu passado?E se Christian realmente conseguir reconquistar Ana, até que ponto um homem tão sombrio e atormentado pode ter esperanças em mantê-la ao seu lado?




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Christmas in the Books





     Acabou a Maratona Christmas in the Books 2017. E definitivamente eu gosto muito de acompanhar este tipo de iniciativa. Gosto de ver o que outros estão a ler e, ao mesmo tempo que partilho a minha opinião, vou lendo o que outros escrevem e assim descubro novos livros. Muito obrigada às organizadoras. Obrigada Isa, Tita e Sara.

    O objetivo era completar o máximo de categorias da Cidade Natal. No final apresentava três níveis, para as catorze categorias:

                   A Rena Trapalhona – ler 1 a 4 livros
                   O Urso Polar – ler 5 a 9 livros
                   O Duende Trabalhador – ler 10 a 14 livros

    Acabei sendo um Urso Polar pois li 9 livros. Comecei o decimo, mas não consegui concluir dentro do prazo. Não importa. O importante é que me diverti muito.

    Vamos ver o que li. As críticas estão todas aqui no blog.

Wrap-up:

1| Árvore de Natal - A árvore de Natal é dos maiores símbolos natalícios presente na casa de pessoas de todo o mundo. Lê um livro sobre famílias. Os anos da Inocência – Elizabeth Jane Howard (critica publicada dia 4 de janeiro).




3 | Posto dos Correios - É neste local a que chegam milhões de cartas de crianças a pedir os seus presentes de natal. Lê um livro epistolar (um livro em forma de carta). Cartas ao pai Natal de J. R.R. Tolkien (crítica publicada dia 14 de dezembro de 2017).



4 | Estação Meteorológica - O inverno é uma estação do ano tempestuosa. Lê um livro que sai da tua zona de conforto. Gostas de mim, porquê? – Sónia Maria Correia (crítica publicada a 18 de dezembro de 2017).


5 | Casa do Pai Natal - A nossa casa é a nossa zona de conforto, o nosso espaço. Lê um livro perfeito para um dia frio e chuvoso. Chá e corações partidos de Trisha Asley (critica publicada a 4 de dezembro de 2017)



7 | Fábrica dos Brinquedos - É neste local que são feitos os brinquedos para as crianças. Lê um livro em que as crianças sejam o ponto principal da história. Dezanove minutos  - Jodi Picoult (critica publicada a 22 de dezembro de 2017)


8 | Casa dos Duendes - Os duendes são figuras mitológicas que ajudam o Pai Natal. Lê um livro que contenham algum elemento de fantasia. Rutura Mortal de J.D. Robb (critica publicada a 16 de novembro de 2017)


10 | Cozinha de Natal - É aqui se preparam as melhores iguarias e doces do Natal. Lê um livro que seja “doce” para ti.  Duas mulheres, dois destinos de Lesley Pearse (critica publicada a 30 de dezembro de 2017)

11 | Armazém dos Presentes - Aqui estão guardados os presentes para serem oferecidos às crianças na noite de Natal. Lê um livro que te foi oferecido. Lei e corrupção – Mike Papantonio (critica publicada a 28 de dezembro de 2017)



12 | Loja de Natal - No Natal gostamos de oferecer presentes aos nossos amigos. Lê um dos últimos livros que compraste. Limões na Madrugada de Carla M. Soares (critica publicada a 27 de novembro de 2017)



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

O Velho e o Mar de Ernest Hemingway

     OpiniãoLi o Velho e o Mar de Hemingway quando era jovem e fiquei maravilhada. Depois reli-o por motivos profissionais e a leitura decorreu com uma outra maturidade, mas com o mesmo encanto.
     Foi, pois, com emoção que o reli. Começo por confessar que não sou muito dada a reler livros, mas este não resisti. Comecei e a verdade é que só parei na última página.
     Este é já um clássico. Foi com esta obra que o autor ganhou o prémio Pulitzer e foi uma obra igualmente decisiva para a atribuição do Nobel da Literatura em 1954, dois anos após a publicação do romance.
     A história de Santiago acaba por ser uma história de luta pela sobrevivência, não só física, mas também psicológica. Num tempo como o nosso o tema da solidão acaba por ser de uma atualidade bastante assustadora. E se pensarmos que o livro foi escrito na segunda década do seculo XX, compreendemos que, também aí, o tema era pertinente. Para além disso Hemingway mostra-nos como é fácil acabar sozinho, sendo abandonado por quem supostamente deveria estar do nosso lado.
     No entanto este acaba por ser também um livro de aventuras. Uma aventura entre o Velho Santiago e o enorme peixe que acaba por apanhar. Obviamente esta é uma metáfora referente aos homens e ao poder, a caça e o caçador, ou o peixe e o pescador. Uma metáfora que continua atual e uma luta que ainda hoje perdura.
     O livro tem uma linguagem simples e despretensiosa, mas não deixa de nos cativar e encantar. Ao longo da obra vamos sabendo quais os pensamentos do pescador e aquilo que ele vai sentindo e refletindo. Eu particularmente gosto muito de obras onde o leitor conhece e tem acesso ao amago da personagem, como se fossemos parte integrante delas.
  Assim sendo foi uma delicia reler esta obra que recomendo entusiasticamente. Não havia melhor forma de festejar os seis meses do blog. 

     SinopseBeste-seller em todo o mundo e também no Brasil, "O Velho e o mar" conta a história de um pescador que, depois de 84 dias sem apanhar um só peixe, acaba fisgando um de tamanho descomunal, que lhe oferece inusitada resistência e contra cuja força tem de opor a de seus braços, a de seu corpo, e, mais do que tudo, a de seu espírito. 
     Um homem só, no mar alto, com seus sonhos e pensamentos, suas fundas tristezas e ingênuas alegrias, amando com certa ternura o peixe com que trava ingente luta até levá-lo a uma derrota leal e honesta.
Uma obra-prima da literatura contemporânea, dotada de profunda mensagem de fé no homem e em sua capacidade de superar as limitações a que a vida o submete.



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os anos da Inocência de Elizabeth Jane Howard

     Opinião: Os anos da inocência são o primeiro volume da saga da família Cazalet. Mais uma vez reitero o quanto adoro sagas e ainda mais familiares. E esta não é exceção. Escrita por uma autora inglesa do século XX, trata-se de uma obra que foi publicada entre 1995 e 2013, o que nos leva a perceber que foram cinco volumes pensados e com uma sequência precisa. Mais, a autora era uma atriz, sendo que a sua escrita reflete a oralidade frequentemente patente numa peça de teatro.
     Trata-se da história de três irmãos, Hugh, Edward e Rupert que vão com as respetivas famílias, passar o verão à casa de família, com os pais e Raquel, a irmã solteira. E a partir daqui temos a narrativa deste clã e dos seus dias de felicidade e lazer.
     No entanto, nem tudo o que parece é. Cada filho tem as suas fragilidades e as suas angústias. Cada casal tem o seu passado, os seus segredos e faz as suas reflexões. De repente o temor e as inseguranças que os tornam mais indefesos e solitários, levam-nos a tomar atitudes que nem sempre são as maias dignas. Incluindo o casal mais velho, ou Raquel que sendo a filha ideal, se esconde da família, no que respeita à sua vida amorosa.
   Depois o grupo vai-se alargando com as respetivas mulheres, os filhos e mesmos os criados e outros serventes que participam da vida desta família. E as histórias acabam por se multiplicar, entrelaçadas umas nas outras, criando uma visão mais ampliada.
     A juntar a isto, paira o fantasma da guerra e a ocupação da Checoslováquia pela Alemanha de Hitler. Nem mesmo assim os Cazalet sentem que o seu mundo poderá estar em perigo e que o mundo em geral está em transformação. Custa a acreditar que uma nova guerra se aproxima, admitindo-se que se deve ter esperança no bom senso dos políticos e nos acordos de paz.
    Na verdade, trata-se de um romance onde se descreve um tempo incerto e as relações pessoais e profissionais de uma família que, funcionando como um microcosmo, poderá representar uma forma de ver aqueles tempos pela burguesia endinheirada e de bem com o seu tempo.
   Assim sendo, e a pesar de serem uma família de negociantes, podemos entender a ingenuidade face às alterações que se aproximam. Mas a história irá continuar. O original, como já foi afirmado, é constituído por cinco volumes, pelo que se espera que a Asa continue a publicá-los.  


     Sinopse:Elizabeth Jane Howard, CBE, was an English novelist. She was an actress and a model before becoming a novelist. In 1951, she won the John Llewellyn Rhys Prize for her first novel, The Beautiful Visit. Six further novels followed, before she embarked on her best known work, a four novel family saga (i.e., The Cazalet Chronicles) set in wartime Britain. The Light Years, Marking Time, Confusion, and Casting Off were serialised by Cinema Verity for BBC television as The Cazalets (The Light Years, Marking Time, Confusion and Casting Off). She has also written a book of short stories, Mr Wrong, and edited two anthologies. 

Her last novel in The Cazalet Chronicles series, "ALL CHANGE", was published in November 2013. 


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Desafio: Livros? Gosto todo o ano!


Gostando eu de desafios resolvi criar o meu. O primeiro desafio anual do Blog. No dia 1 de cada mês publico a crítica sobre o desafio do mês anterior. Para participar basta pôr o nome por baixo desta publicação e, a cada dia 1 publicar a vossa crítica aqui no blog ou na página do Facebook. Boas leituras e até fevereiro.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Duas mulheres, dois destinos de Lesley Pearse

     Opinião:  Lesley Pearse é uma das minhas autoras preferidas. E como tal não podia acabar o ano sem ler a sua mais recente publicação em Portugal. Duas Mulheres, Dois Destinos. De referir que contrariamente ao livro anterior que a Asa publicou este é de 2016, ou seja é uma obra recente desta autora
    Confesso que não foi daqueles livros que li de rajada, até, mais ou menos, um terço. Depois disso só parei no fim. No primeiro terço achei que a autora nos estava a dar demasiadas informações sobre as jovens personagens, conhecimentos esses, que não via qual a pertinência. Erro meu, pois esses esclarecimentos são essenciais para entender os acontecimentos que se seguem.
     O livro não é um dos habituais da autora. Lesley costuma contar a história da vida das suas personagens até mais tarde, mas, a verdade, é que neste livro ficamos pelos vinte anos de ambas as moças, não perdendo, no entanto, a ideia de história de vida.
    Ruby filha de uma prostituta, habitante de um dos piores bairros de Londres, acaba por conhecer Verity menina da classe média, que estuda num colégio particular e tem todas as condições de vida num bairro privilegiado.
    O encontro das duas faz com que se tornem amigas, apesar das diferenças sociais, amizade essa que se vai perlongando no tempo. No entanto a vida acaba por as separar fisicamente, embora as cartas que trocam lhes permita manter a proximidade sentida desde o primeiro encontro.
   Ruby é retirada à mãe, encontrando assim alguma proteção e carinho, e Verity e a família são despojadas dos seus bens por ordem judicial, indo viver numa casa onde o amor é quase uma palavra proibida.
    A vida das raparigas acaba por leva-las, pois, por caminhos diferentes, mas ambos bastante difíceis, a ponto de a separação ser ‘definitiva’. Ou talvez não.
    O romance começa em 1935 e perlonga-se pelos anos seguintes o que nos permite conhecer uma capital londrina devassada pela guerra e pelos bombardeamentos a que o país estava sujeito. Esse combate acentua o afastamento das jovens, pois os meios de transporte eram escassos e complicados, e acentua, também, as necessidades que ambas passam ao viver numa época tão conturbada.
     Como sempre Lesley Pearse constrói um romance de época em que o leitor, para além da história das personagens principais também acompanha a história do mundo e os acontecimentos que podem condicionar a vida de cada um.
Mais uma boa aposta desta autora inglesa, ficando a aguardar as novas publicações dos livros ainda não traduzidos.


    Sinopse: Na primavera de 1935, em Londres, duas jovens observam enquanto a polícia retira o cadáver de um homem de um lago. Elas vêm de mundos completamente diferentes. Ruby é filha de uma prostituta alcoólica e só conhece a pobreza e o abandono. Verity, de boas famílias, vive com todo o conforto que o privilégio garante. Mas, nesse dia, começa entre ambas uma amizade que perdurará ao longo do tempo.
     O destino, porém, não tardará a mostrar quão traiçoeiro pode ser: ao passo que Ruby encontra, por fim, um lar onde é amada e acarinhada, Verity sofre revés atrás de revés, e um terrível segredo do passado ameaça destruí-la. A Grã-Bretanha prepara-se para a guerra, a conjuntura é turbulenta. Apesar disso, ambas continuam presentes na vida uma da outra... até ao dia em que uma delas profere as palavras: “Morreste para mim”.
     Num país dilacerado pela guerra, poderá a amizade sobreviver?
     Duas Mulheres, Dois Destinos é um romance épico que nos fala de lealdade, amor, e da força dos laços de amizade perante as mais duras adversidades. Como sempre, Lesley Pearse não desilude...